Aí vem as perguntinhas inconvenientes: "E o namorado?!". Ow Gente! As meninas não podem ser felizes fazendo outras coisas além de "ficar com gatinhos por aí" ou se casar com 20 anos? Comecei a namorar, relativamente, cedo. Um pouco antes dos 15 anos. Eu não tinha ficado com ninguém, nem sequer beijado alguém antes. Foi tudo certinho, com direito a cortejo, pedido aos pais e assim fomos caminhando juntos, por 3 anos. Apesar de não estarmos totalmente prontos pra um relacionamento, fomos crescendo juntos, aprendendo e amadurecendo. Foram bons anos. Em uma virada de ano, daquelas que você coloca metas e sonhos. Nossos caminhos se separaram. E as pequenas coisinhas se tornaram grandes. Coisa de principiante. Tropeços e planos diferentes. Cada um foi para um lado. Depois disso, fiquei um ano solteira. E a pressão do "E os namoradinhos?!", não passou. No ano seguinte, comecei a namorar (de novo), e ficamos juntos por 2 anos. E depois disso mais um ano solteira. E assim eu caminhei, um de cada vez, com intervalos relativamente espaçosos, e sempre, com o objetivo de ir adiante. E assim, as tentativas se tornavam mais doloridas e chatas. Um se foi por rumos diferentes, o outro por não sonhar o mesmo sonho, outro por causa das ex namoradas, ou por não querer compromisso. Para 27 anos, tive poucos relacionamentos. E nenhum deles foi inútil. Cada um serviu pra eu aprender algo mais sobre mim e sobre os outros. E aí está a beleza de um término (coisa, que pouca gente tem coragem de nos ensinar). Está em conhecer a ti mesmo. Além de sempre manter o foco no que eu queremos. E eu queria alguém temente a Deus, que ao descobrisse que nós combinávamos nos gostos e projetos, me assumisse como namorada e me incluísse nos seus planos futuros. E assim fui buscando alguém que além de me atrair, tivesse essas qualidades. E que tivesse caráter e verdade no falar. Não, isso não é pedir muito de um homem. Por falar nisso, não sou nenhuma feminista bitolada, mas sim, sou a favor da afirmação que todos (homens e mulheres) têm a capacidade de exercer quaisquer atividades bem como ser igualmente decentes e fiéis. E assim, depois de algumas tentativas, conversei seriamente com Deus a respeito desse meu sonho: o de me casar. Eu já havia conquistado algumas coisas na vida, alguns diplomas, alguns sonhos, mas não esse. E por isso, me faltava o principal (no meu ponto de vista), alguém para compartilhar comigo essas conquistas, mas que estivesse ao meu lado, de igual modo, nas horas de fracasso (ou de uma simples tristeza momentânea). Eu queria pensar sobre isso, queria deixar de lado essa pressão da sociedade sobre "os namoradinhos", e "o casamento?!". Resolvi me presentear com um ano sabático e perguntei pra Deus: "Senhor, se eu pedir pra sair hoje do meu emprego e viajar para colocar minha mente em ordem, o Senhor me sustentaria?!". E veja só! Deus disse que sim. E além disso, me mostrou (em uma de minhas pesquisas sobre "países de língua inglesa") para onde eu deveria ir. Irlanda! E me programei (em 20 dias) para minha viagem a capital (Dublin) daquele país. Meu chefe aprovou "meu pedido de demissão". Me permitiu sair com todos os meus direitos. Paguei um curso de inglês de 6 meses. Garantindo assim meu visto de 1 ano. Reservei 1 semana de acomodação estudantil e nada mais do que isso. E assim parti! Sem conhecer ninguém, com as continhas contadas e um coração disposto a ouvir a vontade de Deus para cada passo. No dia que desembarquei em Dublin (23/02/2015), depois de 16 horas de viagem, eu pensei: "é aqui que eu devo estar. E o Senhor está comigo". Na primeira semana, Deus me direcionou a uma igreja (Selah, minha família na Irlanda), e na mesma semana Ele me levou a conhecer uma Venezuelana (Lenis) que tinha uma vaga em seu apartamento para alugar. Milagrosamente em uma semana eu já tinha um lugar fixo para morar e uma igreja para frequentar e amar. Na segunda semana, um amigo (Lucas), do Selah, me convidou para comer na casa dele, com mais uns 12 amigos. E lá começamos a planejar uma viagem para a Escócia. No meio da conversa, chegou (vindo da Espanha) outro amigo do Lucas, que se juntou a nós nessa viagem-aventura. Nessa mesma hora surgiu a grande ideia, entrevistar (uma mania eficaz da galera do Selah conhecer os novos integrantes rs) o visitante. Percebi que as ideias dele eram muito maneiras, e trazia um ar de independência ao mesmo tempo humildade. E no meio de tudo o que foi falado ouvi o que mais me tocou "eu tenho certeza que Deus me trouxe aqui com um propósito". É a mim também, amigo! Estamos passando a mesma coisa. Depois de algumas pizzas, decidimos: Partiríamos em 1 semana! Todos nos add no Whatsapp e em todas as redes sociais possíveis (rs) e criamos fortes laços em 1 semana. E nessa uma semana o visitante-entrevistado da vez decidiu me chamar pra sair, pra tomar café, pra ir ao parque, e na casa dele, todos os dias. E... Eu recusei, todos os convites (é verdade rs), mas mantínhamos contato diariamente pelo WPP e assim fomos descobrindo coisas em comum e desejando que as conversas não se acabassem (nunca). E chegou o dia!!! 17 de março de 2015. Fomos todos pra Escócia. E que lugar incrível, que hostel top, que povo legal. Depois de mais dois dias conversando com aquele que chegou buscando algo novo em um país distante, aconteceu (ah! 8 horas andando no grande castelo de Edimburgo ajudou) aquela troca de olhares, as mãos dadas e um beijo. Recaptulando, nos conhecemos no dia 06/03/15, começamos a namorar no dia 19/03/15, ficamos noivos no dia 19/11/15 e nos casamos no dia 19/03/16. E aqui estamos, mais apaixonados do que no primeiro mês que passamos no hospital em Dublin, mais do que no segundo que passamos em países diferentes, mais do que quando fui pedida em casamento, com uma surpresa linda em Londres. Resumindo, Deus é o Senhor do tempo. É Ele que sabe a hora certa, a pessoa certa, o lugar certo. Não adianta apavorar, ou se precipitar por causa da pressão dos outros. Eu escolhi esperar, porque Ele é o meu Pai e sabe o que é melhor pra mim. E é isso. O tempo da realização do seu sonho, vai chegar!!! Acredite!
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terça-feira, 10 de maio de 2016
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Meu eu em você
Então, num belo dia (na verdade, um dia bem comum, de chuva em Dublin), eu acordei pensando do que somos feitos. E não era aquela questão de mente e coração; personalidade, caráter e temperamento; corpo, alma e espírito; do que comemos; do que pensamos. Nada muito complexo assim... Só pensei em átomos. Okay! Átomos são complexos, mas é Física, ciências exatas. E eu sabia que chegaria na resposta que eu queria!
Toda a matéria (conhecida) do universo é composta por átomos, que por sua vez, são formados por partículas ainda menores chamadas prótons, elétrons e nêutrons. Estes ainda formados por quarks, que devido a um fenômeno conhecido como confinamento, quarks nunca são diretamente observados ou encontrados isoladamente.
O curioso é que 99,9% do interior do átomo é um espaço vazio. Seu núcleo é uma cabeça de alfinete, se comparada ao estádio do Maracanã. Realmente há muito espaço “vago” dentro de cada átomo. O que nos faz concluir que nunca, em hipótese alguma, encostamos realmente em outras coisas ou pessoas. Quando nos aproximamos muito de um corpo, temos a sensação de o estar tocando. Mas lá dentro o que realmente acontece é repulsão elétrica. Resumidamente, trata-se de um fenômeno onde duas partículas de cargas elétricas iguais se repelem. Isso significa que chegamos muito perto de outros corpos, mas nunca realmente o tocamos.
Conforme aumentamos a força de nossa mão (ou qualquer parte do corpo) contra outra superfície, maior é a força de repulsão que impede que ambos os corpos se atravessem. Em outras palavras, sempre haverá um espaço invisível ao olho humano entre dois corpos que estão aparentemente juntos.
E essa descoberta foi muito frustrante pra mim. E pensar que todos os nossos abraços, toques, beijos e mãos entrelaçadas nunca existiram realmente. O que a Física não sabe é que somos diferentes, tão diferentes, que eu duvido nossas cargas elétricas serem iguais. Você é arroz, eu sou feijão, você é a calmaria, eu a tempestade, você pensando em abraçar o mundo, e eu com o pé no chão, você não é de se expresar, eu sou expressão da cabeça aos pés, você é silencioso quanto aos problemas, eu falação, você guarda, eu gasto, você guerra, eu comédia romântica, você Fandangos, eu Pringles, você casa, eu parque, você refri, eu suco, você açúcar e eu sal. E por aí vai... O que a Física talvez não saiba também, é que dois corpos podem sim, ocupar o mesmo lugar no espaço. Nós faremos isso! E eu estarei onde ele estiver. Na cidade que escolhermos, no bairro, e na mesma casa. Com o mesmo propósito, em um só coração e objetivo. E assim, até alcançar o mesmo lugar. Sem ganhar, nem perder, mas chegando junto, um a um. A Física também não deve saber, que eu tenho evidências de que podemos nos tocar. Se assim não fosse, eu não teria sentido isso em meu coração, todas as vezes que você me encostou.
Os dispostos se atraem! E tudo bem se a Física não for exata dessa vez. Tudo bem se ela falhou. Ou se nós somos a exceção. O que eu sei é que você me completa, tudo que me falta, você tem. E você é a melhor parte de mim. E Todos os dias, eu me apaixono por você. E todos os dias de um jeito diferente. E quando você me toca, eu sei, nada dentro de mim está se repelindo. Pelo contrário, estou me fundindo a você cada vez mais. E estarei aqui, atraída por você, até sermos um, naquele grande dia. E para sempre e sempre!
Toda a matéria (conhecida) do universo é composta por átomos, que por sua vez, são formados por partículas ainda menores chamadas prótons, elétrons e nêutrons. Estes ainda formados por quarks, que devido a um fenômeno conhecido como confinamento, quarks nunca são diretamente observados ou encontrados isoladamente.
O curioso é que 99,9% do interior do átomo é um espaço vazio. Seu núcleo é uma cabeça de alfinete, se comparada ao estádio do Maracanã. Realmente há muito espaço “vago” dentro de cada átomo. O que nos faz concluir que nunca, em hipótese alguma, encostamos realmente em outras coisas ou pessoas. Quando nos aproximamos muito de um corpo, temos a sensação de o estar tocando. Mas lá dentro o que realmente acontece é repulsão elétrica. Resumidamente, trata-se de um fenômeno onde duas partículas de cargas elétricas iguais se repelem. Isso significa que chegamos muito perto de outros corpos, mas nunca realmente o tocamos.
Conforme aumentamos a força de nossa mão (ou qualquer parte do corpo) contra outra superfície, maior é a força de repulsão que impede que ambos os corpos se atravessem. Em outras palavras, sempre haverá um espaço invisível ao olho humano entre dois corpos que estão aparentemente juntos.
E essa descoberta foi muito frustrante pra mim. E pensar que todos os nossos abraços, toques, beijos e mãos entrelaçadas nunca existiram realmente. O que a Física não sabe é que somos diferentes, tão diferentes, que eu duvido nossas cargas elétricas serem iguais. Você é arroz, eu sou feijão, você é a calmaria, eu a tempestade, você pensando em abraçar o mundo, e eu com o pé no chão, você não é de se expresar, eu sou expressão da cabeça aos pés, você é silencioso quanto aos problemas, eu falação, você guarda, eu gasto, você guerra, eu comédia romântica, você Fandangos, eu Pringles, você casa, eu parque, você refri, eu suco, você açúcar e eu sal. E por aí vai... O que a Física talvez não saiba também, é que dois corpos podem sim, ocupar o mesmo lugar no espaço. Nós faremos isso! E eu estarei onde ele estiver. Na cidade que escolhermos, no bairro, e na mesma casa. Com o mesmo propósito, em um só coração e objetivo. E assim, até alcançar o mesmo lugar. Sem ganhar, nem perder, mas chegando junto, um a um. A Física também não deve saber, que eu tenho evidências de que podemos nos tocar. Se assim não fosse, eu não teria sentido isso em meu coração, todas as vezes que você me encostou.
Os dispostos se atraem! E tudo bem se a Física não for exata dessa vez. Tudo bem se ela falhou. Ou se nós somos a exceção. O que eu sei é que você me completa, tudo que me falta, você tem. E você é a melhor parte de mim. E Todos os dias, eu me apaixono por você. E todos os dias de um jeito diferente. E quando você me toca, eu sei, nada dentro de mim está se repelindo. Pelo contrário, estou me fundindo a você cada vez mais. E estarei aqui, atraída por você, até sermos um, naquele grande dia. E para sempre e sempre!
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Depois da Tempestade
Bonança: estado do mar quando o tempo Volta a ser próprio
a navegação normalmente após uma tempestade. Se eu pudesse dar um conselho a alguém, seria: a bonança
sempre vem. É difícil enxergar isso nos dias de tempestade. Mas acredite!
Quando você pensar em desistir, olhe para o lado que realmente importa, o lado
de dentro, e então se pergunte qual é a sua razão maior, o seu porquê, o motivo
que te fará mais forte e mais capaz do que qualquer porém. O que o seu Deus
pensa a seu respeito. E vai. Quando você pensar em desistir, por causa
deles, olhe para eles, e se pergunte quando foi que você deixou de ser
importante para si mesmo, quando foi que a imagem refletida do outro lado do
espelho deixou de ser a sua, quando foi que opiniões, críticas e julgamentos de
quem nunca realmente parou para te olhar de verdade invadiram a sua vida e
domaram as suas escolhas dessa maneira. E então deixe ir o peso do outro. Foque
no que te fortalece. Mire no que te faz leve. E vai. Quando você pensar em
desistir, por causa das circunstâncias, se pergunte qual é o propósito de tudo,
da onde vem o aprendizado, o grande legado, o motivo que te fará agradecer
mesmo quando a tristeza vier. E então se concentre no lado bom de todas as
coisas, na sabedoria daquele que te criou, na certeza de que amanhã é sempre
outro dia e que não há sofrimento ou dificuldade que dure para sempre. E
vai. Quando você pensar em desistir, por causa de si mesmo, se pergunte
quem é você e qual é a sua missão nesse mundo. E então avalie se o desistir tem
a ver com ser forte, sábio e consciente ou se é só uma maneira covarde de fugir
da batalha antes mesmo da luta. E se for por falta de tentativa, e se for por
medos e receios de não ser capaz, encontre dentro de si mesmo a força que te
move a levantar da cama todos os dias. E vai. Quando você pensar em
desistir, por causa do tempo, se pergunte o que realmente importa na vida: a
direção ou a velocidade. E então comece a olhar para todas as coisas com a
curiosidade e a aventura da criança e a sabedoria e a experiência do idoso. Do
tempo passado, pegue o que te faz melhor, inspire-se no que te faz sorrir,
orgulhe-se das cicatrizes, colecione histórias, mas siga em frente. Do presente
nasce o recomeço. E o tempo nos ensina que nunca é tarde demais. Agarre-se na
infinidade do agora, seja presente de corpo, alma e coração. Faça sempre o seu
melhor. Seja sempre o seu melhor. Não dê demasiada importância a um futuro que
você nem sabe se vai chegar. Vista o seu melhor sorriso, confie na força da sua
intuição. Arregace as mangas. Tire o sapato. Deixe o vento bater no rosto.
Deixe despentear. E vai. Quando você pensar em desistir, quando o
barco virar e o mar estiver revolto demais, quando a única alternativa que
restar de tudo isso for lutar ou morrer, agarre-se na sua fé, acredite no seu
milagre, pule nas águas. E nade. Quando você pensar em desistir,
justamente porque não sabe nadar, olhe para o mundo com gana de herói, com
olhos de quem desafia o impossível e faz valer a pena cada segundo da vida. E
espere! Espere a tempestade passar, seu barco se estabilizar. E será
surpreendido na costa, por um cara de olhos verdes e coração grande, vindo de
outra tempestade. E seu olhar pode ser o alento que tanto esperava. E quando
chegarem a ilha, terão horas de conversa, carinho, sonhos compartilhados e
cuidado um com o outro. E saberão que valeu a pena navegar até aqui. Só pra ter
esse encontro. Só pra estar dentro desse abraço. Aí está a beleza da
tempestade: enxergar a bonança.
domingo, 1 de março de 2015
Preciso ir
Antes de vir, pensei muito sobre o quanto me preocupava com a decisão de ir embora. Com a saudade antecipada da família, com a tristeza em deixar um amor pra trás e com a dor de se afastar dos amigos. Eu viria embora para Dublin com tantas incertezas sobre cá e lá, que o intercambio mais parecia uma sentença ao exílio.
Dentre dicas e conselhos reconfortantes, uma amiga disse:
“Quando você estiver dentro daquele avião, olhar pra baixo e ver todas estas dúvidas e desculpas do tamanho de formigas, voltamos a falar. E você vai entrar naquele avião, nem que eu mesma te coloque nele.”
Penso que ela poderia ter adoçado o conselho. Mas fato é que a certeza dela era irredutível, tudo que eu precisava era perspectiva. Olhar a situação de outro ângulo, de cima, e ver meus dilemas e problemas como quem olha o mundo de um avião. Eu, deixara de ser a garota atormentada pelas dúvidas de partir, deixando tudo pra trás rumo ao desconhecido. Hoje sei que o medo nada mais era do que fruto da minha obsessão em medir ações e ser assertiva. E foi só com o tempo e com as chances que me dei que descobri que não há nada mais libertador e esclarecedor do que o bom e velho tiro no escuro.
É preciso ir embora.
Ir embora é importante para que você entenda que você não é tão importante assim, que a vida segue, com ou sem você por perto. Pessoas nascem, morrem, casam, separam e resolvem os problemas que antes você acreditava só você resolver. É chocante e libertador – ninguém precisa de você pra seguir vivendo. Nem sua mãe, nem seu pai, nem seu ex-patrão, nem sua pegada, nem ninguém. Parece besteira, mas a maioria de nós tem uma noção bem distorcida da importância do próprio umbigo – novidade para quem sofre deste mal: ninguém é insubstituível ou imprescindível. Lide com isso.
É preciso ir embora.
Ir embora é importante para que você veja que você é muito importante sim! Seja por 2 minutos, seja por 2 anos, quem sente sua falta não sente menos ou mais porque você foi embora – apenas sente por mais tempo! O sentimento não muda. Algumas pessoas nunca vão esquecer do seu aniversario, você estando aqui ou na Europa. Esse papo de “que saudades de você, vamos nos ver uma hora” é politicagem. Quem sente sua falta vai sempre sentir e agir. E não se preocupe, pois o filtro é natural. Vai ter sempre aquele seleto e especial grupo que vai terminar a frase “Que saudade de você…” com “por isso tô te mandando esse áudio”; ou “porque tá tocando a nossa música” ou “então comprei uma passagem” ou ainda “desce agora que tô passando aí”.
Então vá embora. Vá embora do trabalho que te atormenta. Daquela relação que você sabe não vai dar certo. Vá embora “da galera” que está presente quando convém. Vá embora da casa dos teus pais. Do teu país. Da sala. Vá embora. Por minutos, por anos ou pra vida. Se ausente, nem que seja pra encontrar com você mesmo. Quanto voltar – e se voltar – vai ver as coisas de outra perspectiva, lá de cima do avião.
As desculpas e pré-ocupações sempre vão existir. Basta você decidir encarar as mesmas como elas realmente são – do tamanho de formigas.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Querido ex
Não sei se sabe, mas depois que você se foi eu me torturei um pouco com tudo o que vivemos. Questionei. Duvidei de mim mesma. Me culpei. Lembrei do nosso primeiro beijo que se encaixou perfeitamente. As nossas expectativas que se encontraram, os nossos destinos que se cruzaram. Eu não conseguia acreditar que tudo o que vivemos juntos acabaria dessa forma. Você sumiu. Partiu sem se importar. Eu precisei de você, cê não apareceu. Eu te chamei, você mentiu. Implorei que você viesse, cê não veio. Eu presa, você livre. Tive que me virar sozinha e você por aí. Torci pra que chegasse o momento de te esquecer, e só lembrava. Jurei não mais me importar, e só me importava. Deixei de te seguir, mas acompanhei seus passos pelas redes sociais.
Você me fez feliz. Me fez bem pra caramba. Me esforcei pra ser quem você esperava que eu fosse. Fiz inúmeras coisas pra te impressionar e tive as reações mais ridículas pra te ter por perto e não te perder. Eu só não conseguia entender como cê teve a coragem de ser tão frio comigo. Me contou sobre você, permitiu que eu entrasse na sua vida, me apresentou aos seus pais, me fez conversar com seu melhor amigo. Me convidou pra dormir na sua casa, me levou pra provar as suas tardes, permitiu que eu entrasse em suas manhãs e aproveitasse suas noites. Me levou pra uma sexta-feira que nunca mais esqueci. Passei por todos os dias da semana com você, e incontáveis horas ao teu lado. Organizei seus compromissos porque cê não tinha tempo, te acordei porque você dormiu e não ouviu o despertador tocar. Te atrasei pro trabalho, cê me atrasou pra aula da quarta-feira com aqueles pedidos pra ficar mais um pouquinho. Te trouxe pra minha vida, fiz morada em tua vida, acampei em teu peito, viajei pra um lugar que não sei bem explicar, só sei que foi duro aceitar a viagem de volta.
Saudade? Eu tinha às vezes. Saudade de quando você cozinhava pra mim. Saudade de quando cê preparou sua vida pra mim, quando você permitiu que eu entrasse e fez com que eu me sentisse a vontade. Saudade eu tive de quando você me perguntava – com um tom de ciúmes – quem era aquele meu amigo. Saudade eu tinha do teu beijo na escada, na escadaria do teu prédio, na poltrona do cinema de um filme que a gente nem se importava em assistir, na praia, em viagem, nas festas, na rua, no elevador, na cozinha e em todos os outros lugares que passamos juntos um dia e hoje não passaremos mais. Saudade eu tive de te abraçar por trás, de passar a mão no seu rosto, de olhar em teus olhos e me descobrir em você, de olhar nos teus olhos e sentir o teu beijo sem precisar te tocar. Saudade eu tive de quando você me esperava, de quando eu respeitava o seu atraso, de quando aceitava a minha vida como ela sempre foi. Saudade eu tinha de quando você bagunçava minha vida toda, mas voltava pra arrumar.
Vi que você se envolveu com alguma tatuada e eu me culpei por não ser tão rock. Você conheceu uma pessoa alta e eu me culpei pelos meus 1,61. Soube de uma mulher forte e eu me culpei por não ter tanto porte assim e ser fraca ao ponto de chorar ao te ver bem sem mim. Me culpei por não ser negra. E por não ser loira. Por não ter olhos verdes e por não beber. Acordei depois das 13. Assinei Netflix. Passei um domingo inteiro assistindo filmes. Neguei convites. Dispensei tanta gente legal que queria ficar comigo. Perdi a disposição de conhecer outras pessoas porque todo mundo parecia igual e a essa altura do campeonato, era melhor eu me proteger. Achei que se ausentando do amor e negando as oportunidades que ele me dava era uma boa opção pra não me machucar de novo. Foi uma péssima opção.
Só quero te dizer que não precisa mesmo falar comigo outra vez, nem tentar se explicar. Eu já encontrei todas as explicações pro que você fez, já entendi que a culpa não foi minha e que se ausentar pro amor por um mero principiante é um erro.
Você me fez feliz. Me fez bem pra caramba. Me esforcei pra ser quem você esperava que eu fosse. Fiz inúmeras coisas pra te impressionar e tive as reações mais ridículas pra te ter por perto e não te perder. Eu só não conseguia entender como cê teve a coragem de ser tão frio comigo. Me contou sobre você, permitiu que eu entrasse na sua vida, me apresentou aos seus pais, me fez conversar com seu melhor amigo. Me convidou pra dormir na sua casa, me levou pra provar as suas tardes, permitiu que eu entrasse em suas manhãs e aproveitasse suas noites. Me levou pra uma sexta-feira que nunca mais esqueci. Passei por todos os dias da semana com você, e incontáveis horas ao teu lado. Organizei seus compromissos porque cê não tinha tempo, te acordei porque você dormiu e não ouviu o despertador tocar. Te atrasei pro trabalho, cê me atrasou pra aula da quarta-feira com aqueles pedidos pra ficar mais um pouquinho. Te trouxe pra minha vida, fiz morada em tua vida, acampei em teu peito, viajei pra um lugar que não sei bem explicar, só sei que foi duro aceitar a viagem de volta.
Saudade? Eu tinha às vezes. Saudade de quando você cozinhava pra mim. Saudade de quando cê preparou sua vida pra mim, quando você permitiu que eu entrasse e fez com que eu me sentisse a vontade. Saudade eu tive de quando você me perguntava – com um tom de ciúmes – quem era aquele meu amigo. Saudade eu tinha do teu beijo na escada, na escadaria do teu prédio, na poltrona do cinema de um filme que a gente nem se importava em assistir, na praia, em viagem, nas festas, na rua, no elevador, na cozinha e em todos os outros lugares que passamos juntos um dia e hoje não passaremos mais. Saudade eu tive de te abraçar por trás, de passar a mão no seu rosto, de olhar em teus olhos e me descobrir em você, de olhar nos teus olhos e sentir o teu beijo sem precisar te tocar. Saudade eu tive de quando você me esperava, de quando eu respeitava o seu atraso, de quando aceitava a minha vida como ela sempre foi. Saudade eu tinha de quando você bagunçava minha vida toda, mas voltava pra arrumar.
Vi que você se envolveu com alguma tatuada e eu me culpei por não ser tão rock. Você conheceu uma pessoa alta e eu me culpei pelos meus 1,61. Soube de uma mulher forte e eu me culpei por não ter tanto porte assim e ser fraca ao ponto de chorar ao te ver bem sem mim. Me culpei por não ser negra. E por não ser loira. Por não ter olhos verdes e por não beber. Acordei depois das 13. Assinei Netflix. Passei um domingo inteiro assistindo filmes. Neguei convites. Dispensei tanta gente legal que queria ficar comigo. Perdi a disposição de conhecer outras pessoas porque todo mundo parecia igual e a essa altura do campeonato, era melhor eu me proteger. Achei que se ausentando do amor e negando as oportunidades que ele me dava era uma boa opção pra não me machucar de novo. Foi uma péssima opção.
Só quero te dizer que não precisa mesmo falar comigo outra vez, nem tentar se explicar. Eu já encontrei todas as explicações pro que você fez, já entendi que a culpa não foi minha e que se ausentar pro amor por um mero principiante é um erro.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Não desista!
Não desiste, não, moço! Acredite que você é capaz de ser feliz. De fazer alguém feliz. E amar de novo. Acredite que ninguém nasceu pra ser sozinho e que é melhor ser dois do que um. Não desiste de oferecer flores e bombons, de ser cavalheiro e abrir a porta do carro. Não desiste de se importar com as pessoas, com o que pensam e sentem. De conhecer a família dela e se achegar a eles. De frequentar a casa dela e ganhar uma segunda família. Não desiste de cultivar relacionamentos assim, de verdade, duradouros. Não desiste de fazer o bem de acreditar no correto e de ser honesto e fiel. Não desiste da verdade e de ser verdadeiro. De ter uma só. Não desiste de abandonar o que faz mal pro seu corpo e mente. Não desiste de esquecer o passado. Acredite no perdão e no recomeço. Na vida. Acredite no que você tem de bom e no quanto pode melhorar. Não desista de sentir. De viver. De amar. De crescer. De mudar. De fazer. Não desista de acreditar nos seus sonhos e em um Deus que pode realiza-los. Não desista dela. Nunca mais.
O Teto do meu quarto
Quando a noite chega, daquele jeito manso, me ensina que pensar ao olhar o teto é como beijar a boca do destino. É ficar ali, pensando, e refletindo como a vida é feita de um pouco que muito diz. À minha maneira observo o teto mudo e converso com as minhas dúvidas, mas não faço promessas, não quero engaiolar meu futuro. Só quem sonha antes de dormir sabe como é acordar para dentro de si. E assim, ensaiar futuros, desvendar amores e acreditar que o ineditismo da vida sempre será o nosso maior apaziguador. Acreditar que o destino – mesmo que ele não exista – é o nosso maior companheiro, é a forma mais branda de deixar nossos corações mansos e leves. E de coração leve o amor flui. E como flui… Como a boca de um amor repentino a noite me afaga e, como quem nada quer, me diz que o sono sempre leva as dúvidas para longe. Sonho com o dia que eu consiga olhar o teto antes de dormir e só consiga sorrir. Sorrir sem motivo, sorrir preenchido, sorrir refletindo o sossego do meu coração. Coisa rara e inimaginável nesses últimos tempos. Mas logo eu esqueço isso, pois eu sei, minha memória sempre me trai. Refletir antes de dormir é buscar conserto para a alma. É desencaixotar emoções e brincar de um talvez que, hoje, tanto dói. Dor com mistério de rio e grandiosidade de mar. Dor necessária para desembocar emoções que há tempos estavam guardadas numa caixinha repleta de orgulhos e desdouros. Refletindo antes de dormir, percebi que minha tristeza não é por você ter ido ou por ter me magoado. Mas foi por ter certeza que você é incrível, e se acreditasse em si mesmo e no nosso amor, pideríamos viver uma linda história comédia-romântica, como me fez acreditar um dia. Eu fico triste (e revoltada) ao saber que eu podia te fazer feliz. Que você podia se livrar de tudo o que te faz mal e vir comigo. Eu não sou salvadora de nada, mas acredito que "com um pouco de amor" a gente se ajustaria um para com o outro. Eu não vou desistir de você. Mesmo de longe, acredito em você. Você não é louco, bipolar, problemático. Só é um cabeça dura pouco positivo. Penso no quanto você é lindo (todos os dias). E assim, com olhar de aguardo, admito que não consigo dormir sem antes me refazer.
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
A felicidade em minhas mãos
Logo eu que depositei o fardo de todo meu sorriso nos ombros dele. E da mesma forma, de toda minha tristeza, assim que me deixou. O fato de eu ser feliz ou não, não depende dele; e sim de mim. Eu sou a única pessoa da qual depende a minha felicidade.
Eu determino que serei feliz em cada situação e em cada momento da minha vida, pois se a minha felicidade dependesse de alguma pessoa, coisa ou circunstância sobre a face da Terra, eu estaria com sérios problemas.
Tudo o que existe nesta vida muda constantemente: o ser humano, as riquezas, o meu corpo, o clima, o meu chefe, os prazeres, os amigos, minha saúde física e mental. E assim eu poderia citar uma lista interminável.
Eu preciso decidir ser feliz independente de tudo o que existe! Se tenho hoje minha casa vazia ou cheia: sou feliz! Se vou sair acompanhada ou sozinha: sou feliz! Se meu emprego é bem remunerado ou não, eu sou feliz!
Eu sou feliz por mim mesma. As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de "experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria ou tristeza". Quando alguém que eu amo morre, eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza.
Eu sou feliz por mim mesma. As demais coisas, pessoas, momentos ou situações eu chamo de "experiências que podem ou não me proporcionar momentos de alegria ou tristeza". Quando alguém que eu amo morre, eu sou uma pessoa feliz num momento inevitável de tristeza.
Aprendo com as experiências passageiras e vivo as que são eternas como amar, perdoar, ajudar, compreender, aceitar, consolar.
Há pessoas que dizem: hoje não posso ser feliz porque estou doente, porque não tenho dinheiro, porque faz muito calor, porque está muito frio, porque alguém me insultou, porque alguém deixou de me amar, porque eu não soube me dar valor, porque meu marido não é como eu esperava, porque meus filhos não me fazem felizes, porque meus amigos não me fazem felizes, porque meu emprego é medíocre e por aí vai.
Amo a vida que tenho mas não porque minha vida é mais fácil do que a dos outros. É porque eu decidi ser feliz como indivíduo e me responsabilizo por minha felicidade.
Quando eu tiro essa obrigação do outro, deixo-o livre do peso de me carregar. A vida de todos fica muito mais leve.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Sobre lealdade e as promessas que fazemos
É como dizem: "Deixar ir não é difícil. Difícil é decidir deixar ir". No começo, eu não queria me envolver, até achei que estava tudo sobre controle. Eu quis que você ficasse no revellion, mas me conformei. Me apaixonei por suas palavras-não-tão-sóbrias no "Tributo a Los Hermanos", mas ignorei seu pedido de casamento.
Me controlei para não segurar sua mão naquela apresentação de ballet. Te quis na Páscoa, na minha formatura, no hospital, no trabalho, e em todos os meus horários de almoço. Te quis ao acordar e todos os dias antes de dormir. Até aí, segurei meu coração, blindado contra caras que eram contra o amor e seus compromissos. Mas um dia, você me pediu pra ficar, organizar sua vida e cuidar de você. Me pediu pra te perdoar e fazer do "meu jeito".
Ah! O meu jeito. Talvez você nem soubesse o que pedira naquele dia. Meu jeito era te ter pra sempre. Era fazer planos com você e estar nos seus. Meu jeito era darmos um jeito em qualquer problema sem jeito que poderia aparecer pela frente. Era nos abraçarmos forte todos os dias seja em comemoração ou consolo. Era dar um jeito de aceitar todos os seus convites e te ver aceitando aos meus. Era esquecer o passado. E nos respeitarmos. E termos exclusividade. Eu fiz isso por você (e por mim também). Eu estava "nessa" de verdade e gostava disso. Eu me aproximei de você e de tudo o que você amava. Eu sei seus medos, seus sonhos, suas bandas preferidas, seus dotes, conheço seu humor e alguns dos seus talentos. Eu me importei com você. Porque o meu jeito era te dar a mão e não soltar mais. E nos assumirmos. E mostrar orgulho de termos um ao outro. Meu jeito era nos apresentarmos como "namorados" aos nossos amigos. E viajar. E ir ao mercado. E poder te ligar pra dizer que estou com medo da chuva. E tocar seu interfone de surpresa sem parecer evasiva. E te chamar de "amor", sem parecer idiota. E nos beijarmos deliciosamente depois de um longo dia. Meu jeito era discutirmos, mas nunca dormirmos sem fazer as pazes. Acertarmos as arestas de um relacionamento novo, até que ele se tornasse velhinho e forte.
Era poder te mandar um bilhetinho a qualquer hora do dia, sem me sentir desconfortável. Um relacionamento desses de verdade, com você. Sei que eu fiz minha parte. E agora, tenho certeza de que você nunca quis fazer do " meu jeito". Porque esse jeito exige que os dois se doam. E quando eu precisei de mão, colo, atenção, um pedido de desculpas, de verdade, de exclusividade, respeito. Quando precisei que minha família e minhas coisas também recebessem um pouquinho de atenção, você virou as costas e foi embora.
Exigindo que eu o deixasse em paz e vivesse a minha vida e não olhasse para trás. Desde então, todos os dias antes de dormir, eu abro uma foto sua e digo: "Eu o amo mesmo assim. Porque um dia, eu prometi que você não me perderia como perdeu o resto das coisas. Que estaria com você pra sempre ou até que se cansasse de mim". Foi aí que me deparei com duas brechas: 1) Se não queria se entregar, mentiu ou só se aproximou até sua tempestade passar (típico dos humanos), 2) Eu disse que estaria ao seu lado pra sempre (se dependesse de mim) ou até você se cansar ou enjoar. Ou seja, eu ainda serei leal (como eu sempre fui) se for embora, pois você desistiu e se cansou. Isso me dá o direito e me faz decidir "não olhar para trás". Adeus! Com o mesmo amor de sempre.
Me controlei para não segurar sua mão naquela apresentação de ballet. Te quis na Páscoa, na minha formatura, no hospital, no trabalho, e em todos os meus horários de almoço. Te quis ao acordar e todos os dias antes de dormir. Até aí, segurei meu coração, blindado contra caras que eram contra o amor e seus compromissos. Mas um dia, você me pediu pra ficar, organizar sua vida e cuidar de você. Me pediu pra te perdoar e fazer do "meu jeito".
Ah! O meu jeito. Talvez você nem soubesse o que pedira naquele dia. Meu jeito era te ter pra sempre. Era fazer planos com você e estar nos seus. Meu jeito era darmos um jeito em qualquer problema sem jeito que poderia aparecer pela frente. Era nos abraçarmos forte todos os dias seja em comemoração ou consolo. Era dar um jeito de aceitar todos os seus convites e te ver aceitando aos meus. Era esquecer o passado. E nos respeitarmos. E termos exclusividade. Eu fiz isso por você (e por mim também). Eu estava "nessa" de verdade e gostava disso. Eu me aproximei de você e de tudo o que você amava. Eu sei seus medos, seus sonhos, suas bandas preferidas, seus dotes, conheço seu humor e alguns dos seus talentos. Eu me importei com você. Porque o meu jeito era te dar a mão e não soltar mais. E nos assumirmos. E mostrar orgulho de termos um ao outro. Meu jeito era nos apresentarmos como "namorados" aos nossos amigos. E viajar. E ir ao mercado. E poder te ligar pra dizer que estou com medo da chuva. E tocar seu interfone de surpresa sem parecer evasiva. E te chamar de "amor", sem parecer idiota. E nos beijarmos deliciosamente depois de um longo dia. Meu jeito era discutirmos, mas nunca dormirmos sem fazer as pazes. Acertarmos as arestas de um relacionamento novo, até que ele se tornasse velhinho e forte.
Era poder te mandar um bilhetinho a qualquer hora do dia, sem me sentir desconfortável. Um relacionamento desses de verdade, com você. Sei que eu fiz minha parte. E agora, tenho certeza de que você nunca quis fazer do " meu jeito". Porque esse jeito exige que os dois se doam. E quando eu precisei de mão, colo, atenção, um pedido de desculpas, de verdade, de exclusividade, respeito. Quando precisei que minha família e minhas coisas também recebessem um pouquinho de atenção, você virou as costas e foi embora.
Exigindo que eu o deixasse em paz e vivesse a minha vida e não olhasse para trás. Desde então, todos os dias antes de dormir, eu abro uma foto sua e digo: "Eu o amo mesmo assim. Porque um dia, eu prometi que você não me perderia como perdeu o resto das coisas. Que estaria com você pra sempre ou até que se cansasse de mim". Foi aí que me deparei com duas brechas: 1) Se não queria se entregar, mentiu ou só se aproximou até sua tempestade passar (típico dos humanos), 2) Eu disse que estaria ao seu lado pra sempre (se dependesse de mim) ou até você se cansar ou enjoar. Ou seja, eu ainda serei leal (como eu sempre fui) se for embora, pois você desistiu e se cansou. Isso me dá o direito e me faz decidir "não olhar para trás". Adeus! Com o mesmo amor de sempre.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Pra eu me apaixonar
Sabe, não sou o tipo de mulher que se apaixona por um rosto lindo e um corpo sarado. Também não me importa se você usa roupa de grife, tem um carro do ano e só bebe destilado importado. Não quero saber se você frequenta as casas noturnas mais badaladas da cidade, e que gosta de mostrar o quão influente é a sua presença nesses lugares.
Eu não sou o tipo de mulher que vai se apaixonar, só porque você me chamou de linda. Muito menos ficarei puxando o seu saco quando você começar a contar vantagem pra cima de mim. Aliás, é provável que eu te ache um babaca se você fizer isso.
Eu não quero saber quanto tempo você passou na academia. Nem sobre aquela noitada com os amigos onde todas as mulheres babavam em você. Aliás, se tem um monte de mulher correndo atrás de você, querendo que você saia desfilando com elas do lado, no melhor traje, maior salto e uma make arrasadora, parecendo um pinheirinho de natal de tanto penduricalho, fique sabendo, que eu não sou dessas mulheres.
Talvez seja por isso que até seja difícil eu me apaixonar. Não me encanto por tamanhas futilidades. Às vezes eu me encanto por alguém. Acontece quando você é desses caras que tá de bem com a vida e consigo, mas não precisa esfregar na cara de tudo e de todos isso. Eu me apaixono quando eu vejo que você cuida de mim, sem invadir meu espaço. Se preocupa comigo, mas não me faz sentir uma incapaz. Eu gosto quando você é gentil, pega na minha mão, me olha nos olhos, me abraça.
Se você for inteligente, eu me apaixono. Mas não precisa querer me mostrar o quanto você é inteligente o tempo todo. Eu vou perceber isso quando conversarmos. Aliás, eu me apaixono se você gostar de conversar, e gostar de ouvir.
Olha, vou contar que eu tenho uma queda grande se você tiver um desses talentos bonitinhos, do tipo saber cozinhar ou tocar violão. E gostar de ficar fazendo companhia, durante horas, fazendo um carinho bom… E eu não vou me importar se seu perfume é de marca ou não.. eu gosto de sentir o cheiro da sua pele mesmo… Se eu gostar do cheiro da sua pele, se nossa pele combinar, te garanto, eu serei capaz de me arrepiar inteira apenas com o nosso toque.
Eu vou gostar se você me surpreender. Mas nada exagerado. Não quero que você demonstre em público com declarações cheias de potenciais micos. Me surpreende trazendo a meu chocolate preferido, ou me leva pra jantar naquele restaurante que eu adoro.
Eu não quero saber se você vai me dar presentes caros, ou pagar sozinho a conta. Aliás, entendo o pagar a conta como uma gentileza. Não sou dessas neuróticas que quer mostrar que sou independente de qualquer homem e que entende isso como uma ofensa. Mas isso não vai me fazer ficar apaixonada por você. E se você quiser dividir, eu também não vejo problema nenhum. Agora, se você se importa com outras coisas, se demonstra que tem interesse em mim, de saber quem eu sou ou da onde vim, e quer dividir essas coisas comigo também, olha, eu posso gostar de você.
Se o nosso papo flui, se a gente conversa, e gosta da companhia um do outro… se o beijo encaixa, se no gosto encaixa… Se você me admira, e não me vê nem acima, nem abaixo de você, se você valoriza minhas qualidades que vão além de um rosto bonitinho ou de um par de peitos e uma bunda, olha moço, eu tenho grandes possibilidades de me apaixonar por você… Se você me olha nos olhos, me abraça apertado, me faz rir e quer dividir sua intimidade comigo, você me encanta… Se você me pega pra dançar, me beija na testa… Se me puxa de repente e me arranca um beijo… Mas mostra respeito, você tá no caminho certo.
No jeito que você me olha eu sou capaz de perceber se me acha linda, se me acha gostosa. Então me olha, me admira. Repara em cada pedacinho de mim.
E cuida. Dá atenção. Me faz rir. Me arranca gargalhadas. Eu adoro quem faz isso. Não concorda com tudo que eu digo, me contesta. Mostra que você pensa sob outro ponto de vista também. Me mostra que a vida é mais que isso que eu penso. Me ajuda a enxergar coisas novas, vou fazer isso com você também. Me manda uma mensagem no meio do dia dizendo que pensou em mim porque viu algo que eu gosto muito ou porque sentiu saudades. Diz pra eu ficar bem quando nos despedirmos. Me abraça. Diz que não vê a hora de me ver de novo.
Saiba, que o que vai me fazer apaixonar por você, não é o que você tem, não é o seu corpo, não são suas “conquistas invejáveis”. O que vai me fazer ficar apaixonada é quem você é, é o que você pensa, e como você me trata. É como estamos em sintonia e como me sinto bem simplesmente por estar ao seu lado.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
À minha ex futura enteada
Você simplesmente nunca fez parte dos meus planos. Crescendo e sonhando com a minha família eu nunca incluí você. Eu não queria criar a filha de alguém. Eu duvido que você algum dia quis uma madrastra em sua vida. Quando sonhava em me tornar uma mãe, imaginava que seria o dia em que desse à luz a um bebê. Eu tenho certeza que é uma situação absolutamente involuntária para ambas. Mas Deus tem planos que excedem o nosso pensamento e desde a primeira vez em que te vi, fui tomada de um sentimento bom. Seu pai, pode achar que eu sinto isso por todas as crianças. E é verdade que me dou muito bem com elas. Mas foi diferente! Era um sentimento inédito (eu nunca quis dizer isso para não parecer clichê ou puxasaquismo). Na minha mente, você seria uma ferinha bagunceira, que chamaria pela sua mãe a todo momento. E então você se aproximou, doce, carinhosa e inteligente, do jeito que eu esperava que minha filha fosse. A mais esperta e criativa de todas as meninas que já conheci na vida. Percebi pelo olhar em seu rosto que nosso encontro foi tão envergonhado pra mim quanto pra você. Mas meu coração, imediatamente, se suavizou. Eu realmente pensei que talvez uma enteada fosse um impecílio. Até conhecer você. Eu queria resistir a você, porque talvez nem desse certo com o seu pai, mas você tornou impossível e eu rapidamente passei a amar você. Você me convidou para conhecer sua família, você me puxou para brincar, você me abraçou gostoso em dias que ninguém sabia do quanto eu precisava de um carinho. Eu te aceitei, e foi recíproco desde o início. Você tornou as coisas mais fáceis. E de um contra, você se tornou pró. Porque seria um privilégio ter você comigo. Comecei a te incluir em tudo que fazia, programação pro final de semana, compras, festas e dieta... E do mesmo jeito, me fazia sentir amada e aceita. Sempre coloquei seu relacionamento com seu pai acima do meu e mesmo assim, você conseguiu me cativar com tanta graça, que se tornou impossível uma rivalidade. Talvez, ele não soubesse lidar com isso, já que você sempre foi tudo para ele, enquanto o resto do mundo, teria que fazer um esforço e tanto para conseguir sua atenção (Sorte a sua!). Mas nós sabíamos! Levávamos isso numa naturalidade incomum. Não cheguei a concluir meu objetivo de me tornar parte da sua família, mas da minha vida, você sempre será parte. Terá um lugar garantido no meu coração, até o fim dos meus dias. Sempre me lembrarei de você e de suas cantorias.
Com amor Kaká
sábado, 13 de dezembro de 2014
Cuida dele!
Moça, diz pra ele que o meu bom dia ainda é dele. E que, se der, outro dia a gente se esbarra e eu levo umas músicas novas pra ele ouvir. Faz dele um porto inseguro pra não se deixar levar pela rotina da maré calma. Beija a testa dele que ele acorda na mesma hora e ainda dá uma espreguiçada com uma carinha de mau humor de partir o meu coração por não poder mais acordar ao lado dele. Ô moça, cuida dele com ternura. Esse rapaz precisa de alguém com paciência e com todo o coração do mundo pra entender a alma dele. Deixa ele descansar a cabeça no seu ombro, mesmo que você sinta um pouco de medo de se mexer. Diz pra ele que ele é meu sonho bom. E que vai ser dureza não ter ligação nenhuma no meu celular pra responder. Puxa pruma valsa que ele é desajeitado, mas vai se divertir. Ele tem um jeitinho de fugir dos meus braços que dá gosto. E não cai na armadilha dele, não. Se enroscar no pescoço dele é perigoso porque você pode ficar ali por tempo demais e se esquecer de olhar bem nos olhos dele. E carrega sempre um remédio pra dor de cabeça e estômago na bolsa. Dá pra prevenir os olhos dele de lacrimejarem por algum motivo bobo. Cuida bem pra ele não chorar, viu? Diz pra ele que eu guardei o papel que ele usou para desenhar a proposta "café da manhã + cafuné" e que eu vi novamente aquele filme, "Juntos e Misturados” – só que, desta vez, não tinha ele pra me distrair. Ele, nem ninguém. Pergunta se ele também viu e se lembrou de mim durante os créditos. Moça, ele sabe de tudo no mundo. Puxa assunto com ele. Aquieta o rosto no colo dele e deixa a unha crescer um pouquinho pra arranhar as costas dele enquanto ele dirige. Ah, você faz bem em levar dois edredons pra cama porque ele costuma disputar o cobertor durante à noite. Ele é meio egoísta durante o sono. Diz pra ele que eu sinto falta das conchinhas. Abraça forte sempre que der e escreve uns textos também. Garanto que ele vai te inspirar a escrever um livro inteiro. Ô moça, diz pra ele que eu soluço só de pensar em como vai ser daqui pra frente e que o meu norte foi embora junto dele. Diz que eu não me conformo, mas vou tentar pensar nisso como um desvio de percurso. Ele gosta de beijos molhados e bem dados a qualquer hora do dia. Cuida bem dele e diz pra ele que um dia a gente se encontra se ele resolver que dá pra ser feliz aqui. Mas se ele preferir te conhecer, faz dele o seu grande amor, moça. Diz pra ele que a solidão só anda doce porque eu ainda penso nele. E dá um beijo de boa noite na testa dele por mim. E não precisa dizer nada depois disso. Ele vai fechar os olhos e se lembrar de mim. E nunca, nunca o cobre compromisso. Ele se entregará no tempo (demorado) dele. E quando você descobrir quem ele é e o quanto o quer, se contentará em viver um dia de cada vez pra sempre, ao invés de ser chamada de namorada por dias limitados.
sábado, 6 de dezembro de 2014
Rema!
Não sei se você já se perguntou o que tem feito com a própria vida. Se tem lutado pelos seus sonhos e defendido as suas ideias e valores mais preciosos com gana de herói. Se as suas escolhas realmente têm refletido quem você verdadeiramente é, o que quer, o que pensa, no que acredita, aonde quer chegar. Se tem motivos para se sentir feliz e realizado, se faria tudo de novo, se gostaria de voltar no tempo e fazer diferente… Não sei. É fim de ano e, de repente, a gente começa a pensar nisso. É como se a gente fosse levando, levando e, quando se dá conta, o tempo passou tão rápido que mal pudemos perceber. E aí, será que nessa levada louca não esquecemos coisas importantes pelo caminho? Dizem que as coisas mais lindas e verdadeiras são as mais simples. Uma palavra de fé, esperança e incentivo na hora da dor, da dúvida. Um abraço apertado que acalenta e conforta. Olhos que te olham, e que te dizem sim. Alguém que simplesmente se importa. A presença mesmo na ausência. A sensação de que você está em casa, seja lá onde realmente você estiver. A vida é labirinto. Um caminho cheio de curvas, barrancos, estacas, derrapadas. Uma estrada cheia de setas malucas que apontam para aqui e para ali. Um espaço de tentativa e erro, tentativa e acerto, tentativa e erro de novo. Aprendizados. Recomeços. Buscas internas. Escolhas. Renúncias. Paciência. Perdão. Nesse caminhar às vezes tão solitário, nessa trajetória tão particular, vale a pena se perguntar o quanto tem valido a pena. E olhar para o lado. Abrir a janela. Aprender com o outro. Sonhar com o outro. Sorrir para o outro. Celebrar pelo outro. Sentir compaixão. Viver com paixão. E agradecer (pelo bom e pelo ruim). Pelos sins e pelos nãos. Pelas pessoas que, com tanta sabedoria e generosidade, Deus colocou no seu caminho só para que você pudesse crescer, aprender e evoluir. Com elas. Por elas. Apesar delas. Pelos momentos de dor e pesar. Pelos pequenos grandes milagres. Por todas as vezes em que você fez alguém sorrir. Por todas as vezes em que você estendeu a mão, foi de verdade, foi de corpo, alma e coração. Gratidão. É certo que a escolha é sua. Que a vida é sua. Mas é sempre bom ouvir um “conte comigo”, não é mesmo? Porque você não está sozinho. Porque existe quem realmente se importa. Quem realmente te ama. Quem realmente está pra você e com você. Hoje. Agora. Sempre. No final de tudo, você certamente vai se perguntar se viveu, se amou, se foi importante no mundo de alguém. Recomece agora. Faça o que tiver que fazer agora. E, se for pra pedir ajuda, peça. Pedir ajuda não é sinal de fraqueza. O mundo carece de gente que reconhece o valor da humildade e abraça a vulnerabilidade sem medo do que os outros vão pensar ou falar a respeito. Não precisa carregar o peso do mundo nas costas. Aprenda a dividir também. Faça valer a pena.
Estamos todos num mesmo barco. Rema.
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Desapega!
Abrir mão. Deixar ir. Desapegar. Isso liberta de alguma forma. Por mais que nos aprisione em lembranças do que poderia ter sido. Porque simplesmente eu estava cansada de dar errado. De deixar pra lá. De dizer adeus. De admitir pra mim mesma que estava errada sobre alguém. E tentar e insistir. Não podemos moldar ninguém. Aprendi que não adianta querer muito dar certo. Certo mesmo, só acontece nas horas erradas. Aprendi que não adianta pedir aos céus um amor de verdade, porque amores de verdade não caem do céu, assim como estrelas cadentes não passam quando queremos. É preciso bater com a cara na porta, é preciso se decepcionar, é preciso desistir. Porque o trem de algumas pessoas chega antes do horário marcado para o embarque? Porque não podemos segurar as mãos de quem amamos e impedir que se vão? Porque não temos a chance de dizer adeus? Porque somos acometidos de tristezas que não se curam com o tempo? Desistir não é fracassar. É admitir em voz alta que você insistiu por tempo demais. O desapego não é indiferença, covardia ou desinteresse. O desapego é aceitação. Soltar as algemas. Colocar asas. Se permitir voar novamente. O amor cria obstáculos, buracos e armadilhas por todo o caminho. A gente só não pode desistir. Temos que aprender a rir da própria desgraça e a encontrar a nossa felicidade até nas decepções. A solidão não é estar solteiro, é se sentir deslocado, mesmo acompanhado. Solidão é viver um amor que não existe mais. É se agarrar ao passado que já evaporou. Uma coisa que me incomoda em mim é a tal da busca contínua. Eu procuro desesperadamente pelo amor, sem saber que o amor não vem para quem procura. O amor só vem para quem já o encontrou. É. O amor-próprio, ele mesmo. Aquele que está em falta nas lojas de todo o país. Do mundo. Talvez até do universo. Nem me apaixonar, nem me decepcionar. Eu só queria uma certa calmaria antes que viesse uma nova tempestade. Porque você sabe, elas sempre vêm. Felicidade é se sentir bem sendo a pessoa que você é, a pessoa que não precisa fingir, a pessoa que mora dentro de você. É acordar com a certeza de que você tem tudo sob controle.
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
O cara ideal
Acesse a trilha sonora: I Was Gonna Marry You
Me olha nos olhos e me puxa pela cintura enquanto uma das suas mãos aperta a minha nuca. Aproxima o seu rosto do meu e me beija como se fosse a primeira e a última vez. Me leva pra qualquer lugar só por me levar, a nossa companhia é mais importante do que o destino. Me abraça enquanto diz ao pé do ouvido tudo aquilo que sempre quis e teve receio de dizer. Dança comigo mesmo não sabendo os passos. Que a gente cante uma música junto no carro sem ao menos conhecer a letra direito. Ria e me faça rir de tudo isso. Saiba diferenciar a hora de segurar a minha mão e a hora de puxar o meu cabelo, daquele jeito meio pro lado, assumindo todo o controle.
Compreenda que não preciso de presentes caros e demonstrações públicas de afeto, prefiro um café na cama num dia qualquer, uma conversa gostosa às 4 da manhã e um bilhetinho surpresa dentro da bolsa. Quando eu não estiver tão alegre me mostre com um simples toque que a vida é boa e melhorou nesse exato momento.
Me leva pra casa e se despeça com um beijo demorado ao invés de um selinho, diga “até amanhã” para reforçar que no dia seguinte ainda estaremos juntos mesmo que isso não signifique que estaremos perto. Estude, trabalhe, saia com os seus amigos. Mas, me manda mensagem de madrugada ou de manhã só pra dizer qualquer coisa besta que se pareça com um “Tô com saudade de você”. Te darei espaço e você também dará o meu para que quando nos encontrarmos, espaço algum exista entre nossos corpos e mentes.
Sinta vontade de me contar sobre suas conquistas e seus fracassos, se abra pra mim, mesmo que isso aconteça bem devagar e aos pouquinhos. Eu espero pacientemente e te ajudo a tirar cada peça até nos despirmos completamente e chegarmos aquilo que verdadeiramente somos. Que eu seja aquela que você diz coisas que não pode dizer aos seus amigos homens porque eles não entenderiam ou ririam de você.
Não precisa reparar em detalhezinhos insignificantes como os quatro dedos que cortei do meu cabelo, mas, quando for me buscar me olhe como quem se pergunta “Como você pode estar ainda mais linda que da última vez?”. Também não precisa recordar de todas as datas, porém, quando ver um casal de muitos anos na rua, lembre-se da gente e dê um sorriso bobo. Que haja algumas semelhanças nos nossos ideais, mas, por favor, não seja igual a mim. Que tenhamos opinião própria e gostos diferentes, pois, assim um mostra coisas novas pro outro e soma, acrescenta, cresce… E constrói… Um relacionamento baseado no respeito, que é muito mais forte e bonito do que o motivado por similaridades.
Vá com calma enquanto o resto do mundo me pedir pressa, seja meu sossego. Goste de me ouvir falar e aprecie também os silêncios ao meu lado. Não fale sempre tudo que eu quiser ouvir, não faça só o que eu esperar, não preencha pré-requisitos nem se preocupe em atender expectativas minhas. Mude minhas perspectivas, não seja quem eu sempre sonhei. Me ensine que o cara ideal não é aquele que a gente cria nos nossos sonhos e sim aquele que consegue ser ele mesmo.
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Só pra variar
Me tira do tédio, me enche o estômago de borboleta, me obriga a te amar. Chega de surpresa, faz estrondo na minha porta até a campainha queimar. Entre à força e comece a cantar. Traz um violão, e teime comigo até eu te deixar entrar.
Diz que me ama e que não vai embora sem me beijar. Faz chover lá fora e me tire pra dançar. Invente uma música pra nós dois, comece a assoviar. Me olha no olho, me tira o sapato, me faz suspirar. Grita pra todo mundo ouvir na rua que de hoje em diante vamos viver de amar. Escreva uma declaração sem nexo.
Me abraça forte, me faz morrer de tanto te desejar. Beija meu pescoço, arrepia a pele. Me dá carinho e mordida. Aí, espera o sol nascer devagarinho, só pra gente poder se entrelaçar. Me faz te chamar de maluco e me enche de história romântica pra contar.
Liga pro meu pai de madrugada e diz que quer me namorar. Depois manda 24 buquês de rosas e diz que quer casar. Me leva pra Las Vegas, usa calça jeans e diz “sim” cheio de lágrima no olhar. Compra um cachorro e diz que é só o começo dos sonhos que temos pra sonhar. Escreva um livro, dizendo que amor verdadeiro existe, e que tem a nossa história pra provar. Se emociona comigo a vida toda e com 80 anos, ainda jura que vai me amar. Aliás, fica velho comigo, até meu coração parar.
Pega a minha vida mais a sua e transforma em nossa, só pra variar. Comece hoje, e por favor não deixe nunca mais de me amar?
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Preste atenção no Amor
"Quando encontrar alguém e esse alguém fazer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida. Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu. Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês. Se acordar no meio da noite e sentir vontade de observar a pessoa dormindo, sentir a respiração, tentar adivinhar o que ela está sonhando e, neste momento, sentir vontade de beija-la com carinho, e essa pessoa, mesmo dormindo, retribuir, assim, meio inconsciente, fique feliz: vocês já são um do outro, inteiramente...Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração , agradeça: Deus te mandou um presente divino - o amor.Se um dia tiverem que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um para o outro...Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida...Se você não consegue dirigir com as duas mãos, porque não pode deixar de tocar a outra pessoa nem por um instante, que incrível: vocês estão correndo perigo e nem se dão conta disso. Simplesmente não conseguem se desgrudar...Se você conseguir, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado; se você conseguir adivinhar o que ela comeu no jantar, mesmo sabendo que ela tem dez pratos preferidos; se você conseguir saber o que está incomodando a pessoa, mesmo que aparentemente esteja tudo bem; se você souber exatamente o momento do filme em que ela vai estar chorando, mesmo sem olhar para ela; se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados; se você não consegue andar pelas ruas, sem deixar de segurar a mão da outra, mesmo que um poste atravesse os dois ao meio; se você consegue ficar somente 15 minutos aborrecido depois de uma briga e terminar tudo somente por meia hora; se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite; se você tiver a certeza que vai ver a outra envelhecendo e, mesmo assim, ter a convicção que vai continuar sendo louco por ela; se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado; se você preferir morrer, antes de ver a outra partindo...: é o amor que chegou na sua vida. É um presente !! Muitas pessoas apaixonam-se várias vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou às vezes encontram e, por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente. Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.
"O verdadeiro amor existe, basta estar com os olhos e o coração bem abertos, que ele acontecerá na sua vida”.
por Carlos Drummond de Andrade
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Apaixone-se!
Pense em todos os seus desejos de conhecer o Príncipe Encantado, o Sapo Ensopado, o Johnny Depp ou o Adam Sandler e jogue fora. Jogue fora também os rabiscos que você esboçou da boca dele, com os contornos e tudo mais, com as descrições anotadas numa lista de prioridades que variam entre cor dos olhos e braços fortes pra te jogar nas costas e sair correndo. Jogue tudo isso fora e dispense as suas expectativas de um galantiador romântico perfeito, pra se apaixonar por um homem que seja real.
Apaixone-se por um homem que vai chegar do nada, como quem não quer nada (e talvez não queira!) e te surpreenda, um dia, pedindo para que você fique ao seu lado, nem ligue de onde ele vem, se tá num cavalo branco ou não. Apaixone-se pela simplicidade de seus convites, pela falta de tato romântico de quem convida por querer te conhecer melhor e não ter medo de expor seus pontos fortes e os fracos. Apaixone-se por um homem que te mostra o apartamento como se fosse o coração dele, que é fã das bandas mais toscas do mundo (que só ele curte). E que por algum motivo (desconhecido) ele te faz gostar. Pelo jeito que ele cozinha (pra você). Pela maneira que ele te trata e as soluções comestíveis que ele propõe para seus problemas.
Apaixone-se pela maneira com que ele olha pra você feito o Brad Pitt olhando pra Angelina. E acredite nele – porque ele sabe mais do que as revistas de beleza e que o seu espelho – que você é verdadeiramente bonita. Apaixone-se pela maneira que ele levanta uma das sombracelhas ao olhar pro pc. Você vai acabar descobrindo as esquisitices dele e as coisas todas que deveriam ter sido jogadas pra baixo do tapete feito poeira, mas pra ele não importa, não importa que você veja esse lado porque ele não tem medo e você adora. Apaixone-se por um cara que não tenha medo de te dizer "não" quando discordar de você. Que consegue ser o motivo de todos os seus tipos de risadas. E, como se não bastasse, te faz descobrir novas gargalhadas. Por um cara que vai negar alguns caprichos, ligar pra ter DR e que vai ser tão preguiçoso quanto você na hora de levantar da cama na manhã. Apaixone-se pelo cara que vai rolar com você pela cama, pelo chão ou pela vida enquanto acha a coisa mais gostosa do mundo ter você ali.
Apaixone-se pelos surtos, pelos sustos. Ele vai te mandar uma mensagem no meio da noite e te chamar por algum apelido considerado socialmente ridículo e você vai rir baixinho, por dentro, enquanto faz cara de brava. Quando notar, vai estar enroscada no peito dele numa conchinha, num desses clichês bobos de comédia romântica. Apaixone-se por um cara que também gosta de ser abraçado numa conchinha e que reconheça que o teu seio também é proteção. Esses caras costumam ser ótimos companheiros e dispensam aquele papo blá, blá, blá de que precisam ser machões e carregar o peso do mundo todo nas costas o tempo todo.
Apaixone-se por um cara desses normais, desses que você nem olharia na rua se não soubesse da história dele, desses que se fizeram notar no meio de uma multidão de outros caras que nem eram tão especiais assim pra você. Eu não garanto – ninguém garante – que você vai acertar dessa vez ou não se machucar. E eu sei que tudo isso fica parecendo regrado, fica parecendo aquela ideia de “faça isso, faça aquilo”, mas você deveria considerar meu último ponto, pelo menos: apaixone-se por um cara que faça bem pra você e que entenda que mesmo com tudo, com furacão ou pressa, com todos os problemas do dia a dia, ainda tem jeito pra ser feliz com você.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
O Significado da Vida
Qual será o sentido da vida? Pra que
vivemos e por que existimos? Qual é a minha missão? E quando me sentirei
realizado? Foi pensando nisso que terminei a minha noite de ontem. E
concordando com a análise de um sábio amigo, decidi repassar esses pensamentos.
Pessoas nascem e morrem, passam pela
vida, “vivem” sem saber o porquê de tudo. A maioria das pessoas pensa que o
significado da vida está atrelado às realizações alcançadas no decorrer de sua
existência.
Se as "realizações" fossem
divididas em grupos, poderíamos ter: Pessoal, Profissional, Sentimental,
Material, Intelectual. Supondo que o peso de cada “conquista bem-sucedida” seja
de 20% do total para se achar o “significado da vida”. Ora, então quer dizer
que se alguém não consegue chegar ao ápice de alguma dessas realizações, a vida
dela não tem sentido, ou não tem a Plenitude (100%) do sentido?!
A questão é que o significado de
tudo pode ser muito mais fácil de ser alcançado do que se imagina. Eis aqui o
sentido da vida... Existe algo que todos podem cultivar na vida, independente
de onde vive, do meio, do conhecimento adquirido, ou do quanto se tem. Isto é,
o relacionamento. O sentido da vida está em se tornar útil para alguém. A
compreensão, o ombro amigo, o perdão, o bom humor, estender a mão, o partir do
pão, a alegria, diversão, falar, ouvir, amar. Só os relacionamentos constroem
pontes indestrutíveis para o caminho da realização. É fazendo pelo outro o que
se quer para si, que nos tornamos pessoas plenas.
Posso ter tudo que sonhei, posso
fazer coisas, comprar coisas, mas no final de tudo, nada será tão relevante se
eu não deixei a minha marca em pelo menos algumas pessoas no mundo. Deus nos
ensina isso, a vida nos prova isso, os inteligentes compreendem isso e os
sábios o praticam. Não que o “ter” e “fazer” sejam errados ou sem importância.
Mas de uma coisa, hoje, eu tenho absoluta certeza, isso não tem nada a ver com
o Significado da Vida!
“Que quer dizer "cativar"?
- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. Significa
"criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para
mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho
necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de ti. E tu também não tens
necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras
raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para
mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...”
O Pequeno Príncipe
Colaboração: Fred Vialta
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
O que eu espero de você...
- Um homem dedicado a Deus, em querer servir e, principalmente, agradar a Deus em todo o seu proceder, mesmo que para isso seja necessário que você sacrifique algo. Por favor entenda que Deus é a pessoa mais importante da minha vida;
- Um homem que busque sempre a reconciliação, e que tenha sensibilidade (não melancolia) e humildade, para enxergar, admitir e pedir perdão todas as vezes que você "pisar na bola". Mostrar humildade não fará com que você seja um homem fraco, muito pelo contrário: fará eu te admirar a cada dia mais;
- Um homem que busque o crescimento em todos os aspectos de sua vida (emocional, familiar, profissional, acadêmico e financeiro). Não desejo que a nossa família seja milionária, ou que você se vista impecavelmente, ou que eu tenha sempre um guarda roupa recheado, pois nada disso é importante para mim, mas eu não quero que seja displicente com o seu serviço e mal agradecido pelo trabalho que você tem, seja ele qual for. Quero que você seja trabalhador e batalhador nesta vida, bravo defensor;
- Você não pode ter nenhum ídolo em sua vida, seja ele o dinheiro, a família, o time, o carro, a casa, o lazer ou qualquer coisa;
- Alguém que não seja apenas um observador pacífico de tudo o que eu faço, mas que seja o meu líder, o meu conselheiro, meu amigo, não apenas me assistindo mas realizando coisas ao meu lado;
- Quero que você seja um rapaz que respeita, honra e ajuda os seus pais, pois se eu não perceber isso em você, saberei que você não será um bom pai para os nossos filhos. Saiba que pequenos gestos e iniciativas da sua parte são suficientes para conquistar o meu coração todos os dias;
- Não quero que seja preguiçoso, raivoso, e nem murmudador. Às vezes a preguiça bate, e o mau humor também, em mim é assim, mas eu não quero alguém que é sempre preguiçoso, grosso e insatisfeito com a vida, senão nossa convivência será insuportável.
Depois que terminei de pensar em todas estas coisas imaginei que estava sendo muito exigente... Mas sabe de uma coisa? Um dia, inevitavelmente, nós não seremos apenas dois, mas seremos três, quatro, ou mais. Quando penso numa FAMÍLIA eu vejo que eu realmente preciso ser exigente SIM.
Sei que hoje, caso eu encontre com você, talvez você não seja e nem tenha tudo isso que pensei, mas sei que tudo pode ser moldado em nós, aos poucos. Sei que às vezes tropeço em alguns aspectos, mas eu prossigo para o alvo e espero que você me ajude a crescer sempre.
Esse é meu último pedido: que o seu objetivo de vida seja ser cada vez mais parecido com Jesus. Se você for esse cara, eu não terei medo de você, e não terei medo de ser submissa a você, e de ser aquilo que você sempre sonhou que eu fosse... Por você.
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